Com a finalidade de trabalhar sempre com - e para - a comunidade brasileira, que a Abras – primeira associação brasileira no Reino Unido – reuniu lideranças comunitárias e religiosas para discutir como funcionará o trabalho do Conselho dos Representantes dos Brasileiros no Exterior (CRBE). O presidente da Abras, Laércio da Silva, um dos eleitos para representar o imigrante brasileiro no continente europeu pelo CRBE, teve a iniciativa de aproximar ainda mais a comunidade e as lideranças que trabalham direto com essas para que juntos possam lutar pelo direitos dos brasileiros que estão “fora de casa”.
O encontro aconteceu na noite da última sexta-feira (19 de novembro) na sede da associação em Willesden Junction.
Um dos assuntos discutidos foi a situação do imigrante brasileiro em geral, como a dificuldade com a documentação, de renovar vistos, de arrumar trabalho e o risco de viver ilegalmente. Sem contar a barreira do idioma – que também ocasiona uma barreira na integração na cultura local, aumenta a vulnerabilidade de exploração, principalmente no trabalho, e dificulta a vida em atividades do dia a dia e em situações importantes como na hora da consulta médica ou de falar com o professor dos filhos.
Outras propostas apresentadas durante a reunião foi a importância da comunidade brasileira se aproximar de outras comunidades, especialmente a latino-americana. “Acredito que é importante a criação de um conselho comunitário, desta forma ficará mais democrático ouvir direto das pessoas para quem a gente esta trabalhando, ajudará a aproximar o CRBE da comunidade”, sugere Laércio.
Também destacaram as mudanças econômicas e polícas na Inglaterra, o novo governo já declarou corte drástico em vários setores, destacando a redução nos benefícios e no número de imigrantes, sem contar os funcionários público que perderão emprego nos próximo anos – e as consequências dessas mudanças na comunidade brasileira.
“Apesar dos problemas economicos e das constantes mudanças das leis imigratórias existe muito brasileiro vivendo no Reino Unido com documento, seja por causa da dupla cidadania (passaporte europeu) ou por ter casado com um europeu ou britânico. Grande parte destas pessoas estão estabilizadas e querem ficar seja por causa da família ou porque tem um objetivo, este público permanecera ainda por um tempo”, destaca Laércio.
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